quinta-feira, 12 de junho de 2014

80% DOS FALADORES PORTUGUESES ESTÃO NO BRASIL...


Os oito países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) têm cerca de 244 milhões de habitantes, sendo no Brasil que vivem mais jovens e, em Portugal, a maior percentagem de idosos, segundo as “Estatísticas da CPLP” de 2003 a 2010, agora divulgadas. Em cada dez residentes no espaço lusófono, oito habitam no Brasil. É em Angola que se encontra o número mais baixo de habitantes por quilómetro quadrado e onde as mulheres têm, em média, mais filhos.

Integram a CPLP Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Exceptuando Cabo Verde, os países africanos de língua portuguesa e Timor-Leste registavam uma percentagem de população jovem superior a 40% da população total.

No Brasil, o peso relativo dos jovens situava-se em 24,1% e em Portugal apenas nos 15,1%.

A maior percentagem de população “potencialmente activa” (15-64 anos) está no Brasil (68,5%) e a menor em Angola (50,1%).

A esperança de vida à nascença aumentou em todos países da CPLP, durante o período 2003-2010. Os maiores progressos ocorreram em Timor-Leste (crescimento de 5,4 anos, entre 2004 e 2010), seguido de Moçambique (4,6 anos, de
2003 a 2010).

A esperança de vida à nascença é superior nas mulheres, nos oito países.

É em Angola que as mulheres têm mais filhos (6,2 filhos por mulher), 4,5 vezes mais do que em Portugal, que apresenta o valor mais baixo da CPLP (1,37).

Para além de Angola, mais três países registaram valores acima de cinco filhos por mulher: Timor-Leste (5,8), Moçambique (5,6) e Guiné-Bissau (5,3).

Embora se registe nos oito países uma tendência para a diminuição do número de filhos por mulher, em Portugal e no Brasil o número de nascimentos não permite manter o mesmo número de habitantes.

A superfície total
 da Comunidade é, aproximadamente, de 10,7 milhões de quilómetros-quadrados.

O desequilíbrio, quanto à extensão dos países membros, é notório: o Brasil apresenta a maior superfície territorial,

cerca de 79,51%, enquanto São Tomé e Príncipe representa apenas 0,01%, sendo o membro da Comunidade  com menor superfície.

É também no Brasil que vive a maior população estimada, 190,7 milhões de habitantes (78,0%); consequentemente, em cada dez residentes no espaço territorial da CPLP, aproximadamente oito residem no Brasil.

A densidade populacional
 
mais elevada, em 2010, registava-se em São Tomé e Príncipe, com 163,6 habitantes por quilómetro quadrado, seguindo-se Cabo Verde (122,5) e Portugal (115,4).

Com menos de cem habitantes por quilómetro quadrado, surgem Timor-Leste (71,3), Guiné-Bissau (41,9), Moçambique (28,0), Brasil (22,4) e, por último, Angola (14,0).

Em 2010, no espaço comunitário lusófono, a proporção da população entre os 15 e os 64 anos (idade activa) era maior no Brasil, com 68,5%. No segundo lugar situava-se Portugal com 66,7% e era em Angola que se encontrava, a menor população em idade activa (50,1% em 2010)

Portugal é o país mais envelhecido da CPLP, isto é, com a maior percentagem de habitantes com mais de 65 anos (18,2%).

No polo oposto, encontra-se Angola, com a menor proporção de população idosa (2,5% em 2010).

No mesmo ano, a esperança de vida à nascença nos oito países da CPLP apresentou os valores mais baixos na Guiné-Bissau (46,8 anos) e em Angola (48,4 anos). Seguiu-se Moçambique (52,1 anos), Timor-Leste (64,2 anos), São Tomé e Príncipe (67,6 anos), Brasil (73,4 anos), Cabo Verde (74,5 anos) e Portugal, que se encontrava no topo, com 79,2 anos de esperança de vida à nascença, no conjunto de ambos os sexos.

Em toda a Comunidade, as mulheres têm uma esperança de vida superior à dos homens.

A esperança de vida à nascença aumentou em todos países da CPLP no período 2003-2010. Os maiores progressos ocorreram em Timor-Leste, onde este indicador demográfico teve um crescimento médio anual de 1,5%, seguido de Moçambique, com uma subida de 1,3%.

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