quarta-feira, 28 de maio de 2014

FOME E POBREZA...

O Governo angolano contribuiu com dez milhões de dólares (um dólar equivale a 100 kwanzas) para o Fundo Fiduciário Africano de Solidariedade para apoiar os países africanos no combate à fome e pobreza, informou ontem em Luanda, o ministro da Agricultura, Afonso Pedro Canga.

No acto da assinatura de acordo entre Afonso Pedro Canga e o representante da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), Mamoudou Diallo, o ministro disse que o financiamento visa contribuir para o combate à pobreza e à fome nos países com menos recursos.
O representante da FAO em Angola, Mamoudou Diallo, frisou igualmente que a assinatura do acordo dá sequência à transferência já efectuada por Angola desde o mês de Agosto passado, honrando o compromisso assumido na 27ª conferência regional da agricultura para África, realizada em Brazzaville, na qual os países africanos decidiram mobilizar os recursos próprios para erradicar a fome e mal nutrição.
“Esta contribuição que se seguiu depois da Guiné Equatorial tem um significado singular para Angola, África e para a FAO, tendo em vista os enormes desafios que o vosso país enfrenta depois de apenas 12 anos de paz efectiva”, considerou.
Com esta contribuição, Angola inscreve-se na concretização da recomendação saída da reunião de alto nível, realizado em Addis Abeba, na qual participaram os Chefes de Estado africanos,o  director-geral da FAO e o antigo presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva.  Mamoudou Diallo disse que Angola ao contribuir para este fundo de solidariedade impulsiona uma dezena de outros países africanos que se comprometeram a dar a sua contribuição durante a realização da 28ª conferência regional da Agricultura para África, em Tunis, na Tunísia.
Angola prevê organizar este ano, em Luanda, uma conferência regional sobre agricultura familiar, no âmbito do Plano Nacional de Desenvolvimento.
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura é a agência especializada do Sistema ONU que trabalha no combate à fome e à pobreza por meio da melhoria da segurança alimentar e do desenvolvimento agrícola. Criada em 1945, a FAO também actua como fórum de negociação para debater políticas e impulsionar iniciativas ligadas à erradicação da fome e da insegurança alimentar.

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