PROMOVER os Direitos das Mulheres é e sempre será prioridade do Governo e é um dos caminhos mais importantes para a eliminação da pobreza no nosso país.
Quem o diz é Geraldina Juma, falando em representação da ministra da Mulher e Acção Social, Yolanda Cintura, perante mulheres representantes de organizações de diversas partes do mundo reunidas desde ontem, em Maputo, na II Conferência Internacional Fórum Mulher.
Segundo Geraldina Juma, a eliminação da pobreza traduz-se na melhoria do acesso e retenção da rapariga na escola, obtenção do emprego e à formação. Apontou igualmente o acesso à saúde, em particular à maternidade segura e a prevenção da transmissão vertical do HIV, da mãe para o bebé.
Para materializar os objectivos do Executivo moçambicano em relação aos Direitos das Mulheres, o nosso país ratificou vários instrumentos internacionais de promoção e defesa daquela camada social. Elaborou ainda Planos e Programas Nacionais, para além de estabelecer parcerias com doadores e organizações da sociedade civil.
A título ilustrativo, a fonte apontou o Plano Nacional de Acção para a Prevenção e Combate à Violência contra Mulher, como sendo um dos pilares da defesa dos direitos da Mulher. Explicou que esta Acção tem como áreas prioritárias a feminização da pobreza, permanência da rapariga na educação, violência baseada no género, desigualdade no acesso a gestão de recursos e na partilha de poder. Consta ainda das prioridades, a tomada de decisão a todos os níveis e fortalecimento de mecanismos que promovam o avanço da mulher.
Apesar dos avanços alcançados, ainda há muito por se fazer. Aponta-se como desafios a transformação das estruturas de prestação de serviços existentes de modo a serem mais sensíveis ao género. Aponta-se ainda a procura de financiamento consistente para acções em prol da defesa dos direitos daquele grupo social, incluindo a intensificação de campanhas contra as práticas culturais nocivas aos direitos das Mulheres.
ASSINALAR PROGRESSOS
Falando em relação a II Conferência, Isabel Casimiro, Presidente do Conselho de Direcção do Fórum Mulher, disse que as mulheres se juntaram no nosso país para comemorar os progressos realizados rumo ao empoderamento das mulheres e igualdade de género e reflectir os desafios que ainda prevalecem.
“O Dia Internacional da Mulher é, portanto, também um dia para reiterar o nosso compromisso de trabalhar mais para a igualdade de género, juntas como mulheres, homens, jovens e líderes de nações, comunidades, religiões e negócios”, considerou.
O primeiro dia da Conferência, que decorre sob o lema “Construindo Alternativas Feministas em Prol dos Direitos Humanos das Mulheres e Raparigas”, foi marcado por intervenções que apelam ao respeito pelo empoderamento das mulheres, assim como a apresentação de temas que reflectem o impacto económico, social, político na vida das mulheres.
Hoje, último dia da Conferência, os participantes marcharão pelas ruas de Maputo em solidariedade com as raparigas sequestradas na Nigéria e pela busca de paz efectiva no nosso país.

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