quarta-feira, 28 de maio de 2014
OS DIREITOS DAS MULHERES MOÇAMBICANAS...
PROMOVER os Direitos das Mulheres é e sempre será prioridade do Governo e é um dos caminhos mais importantes para a eliminação da pobreza no nosso país.
Quem o diz é Geraldina Juma, falando em representação da ministra da Mulher e Acção Social, Yolanda Cintura, perante mulheres representantes de organizações de diversas partes do mundo reunidas desde ontem, em Maputo, na II Conferência Internacional Fórum Mulher.
Segundo Geraldina Juma, a eliminação da pobreza traduz-se na melhoria do acesso e retenção da rapariga na escola, obtenção do emprego e à formação. Apontou igualmente o acesso à saúde, em particular à maternidade segura e a prevenção da transmissão vertical do HIV, da mãe para o bebé.
Para materializar os objectivos do Executivo moçambicano em relação aos Direitos das Mulheres, o nosso país ratificou vários instrumentos internacionais de promoção e defesa daquela camada social. Elaborou ainda Planos e Programas Nacionais, para além de estabelecer parcerias com doadores e organizações da sociedade civil.
A título ilustrativo, a fonte apontou o Plano Nacional de Acção para a Prevenção e Combate à Violência contra Mulher, como sendo um dos pilares da defesa dos direitos da Mulher. Explicou que esta Acção tem como áreas prioritárias a feminização da pobreza, permanência da rapariga na educação, violência baseada no género, desigualdade no acesso a gestão de recursos e na partilha de poder. Consta ainda das prioridades, a tomada de decisão a todos os níveis e fortalecimento de mecanismos que promovam o avanço da mulher.
Apesar dos avanços alcançados, ainda há muito por se fazer. Aponta-se como desafios a transformação das estruturas de prestação de serviços existentes de modo a serem mais sensíveis ao género. Aponta-se ainda a procura de financiamento consistente para acções em prol da defesa dos direitos daquele grupo social, incluindo a intensificação de campanhas contra as práticas culturais nocivas aos direitos das Mulheres.
ASSINALAR PROGRESSOS
Falando em relação a II Conferência, Isabel Casimiro, Presidente do Conselho de Direcção do Fórum Mulher, disse que as mulheres se juntaram no nosso país para comemorar os progressos realizados rumo ao empoderamento das mulheres e igualdade de género e reflectir os desafios que ainda prevalecem.
“O Dia Internacional da Mulher é, portanto, também um dia para reiterar o nosso compromisso de trabalhar mais para a igualdade de género, juntas como mulheres, homens, jovens e líderes de nações, comunidades, religiões e negócios”, considerou.
O primeiro dia da Conferência, que decorre sob o lema “Construindo Alternativas Feministas em Prol dos Direitos Humanos das Mulheres e Raparigas”, foi marcado por intervenções que apelam ao respeito pelo empoderamento das mulheres, assim como a apresentação de temas que reflectem o impacto económico, social, político na vida das mulheres.
Hoje, último dia da Conferência, os participantes marcharão pelas ruas de Maputo em solidariedade com as raparigas sequestradas na Nigéria e pela busca de paz efectiva no nosso país.
FOME E POBREZA...
No acto da assinatura de acordo entre Afonso Pedro Canga e o representante da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), Mamoudou Diallo, o ministro disse que o financiamento visa contribuir para o combate à pobreza e à fome nos países com menos recursos.
O representante da FAO em Angola, Mamoudou Diallo, frisou igualmente que a assinatura do acordo dá sequência à transferência já efectuada por Angola desde o mês de Agosto passado, honrando o compromisso assumido na 27ª conferência regional da agricultura para África, realizada em Brazzaville, na qual os países africanos decidiram mobilizar os recursos próprios para erradicar a fome e mal nutrição.
“Esta contribuição que se seguiu depois da Guiné Equatorial tem um significado singular para Angola, África e para a FAO, tendo em vista os enormes desafios que o vosso país enfrenta depois de apenas 12 anos de paz efectiva”, considerou.
Com esta contribuição, Angola inscreve-se na concretização da recomendação saída da reunião de alto nível, realizado em Addis Abeba, na qual participaram os Chefes de Estado africanos,o director-geral da FAO e o antigo presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva. Mamoudou Diallo disse que Angola ao contribuir para este fundo de solidariedade impulsiona uma dezena de outros países africanos que se comprometeram a dar a sua contribuição durante a realização da 28ª conferência regional da Agricultura para África, em Tunis, na Tunísia.
Angola prevê organizar este ano, em Luanda, uma conferência regional sobre agricultura familiar, no âmbito do Plano Nacional de Desenvolvimento.
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura é a agência especializada do Sistema ONU que trabalha no combate à fome e à pobreza por meio da melhoria da segurança alimentar e do desenvolvimento agrícola. Criada em 1945, a FAO também actua como fórum de negociação para debater políticas e impulsionar iniciativas ligadas à erradicação da fome e da insegurança alimentar.
segunda-feira, 26 de maio de 2014
Cabo Verde: Jorge Carlos Fonseca dá posse ao novo Procurador-Geral da República
| 2014-05-23 11:50:43 |
Praia - O Presidente da República cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, empossou esta quinta-feira, 22 de Maio, na Cidade da Praia, Óscar Tavares no cargo de Procurador-Geral da República (PGR).
No seu discurso de tomada de posse e depois em declarações aos jornalistas, Óscar Tavares anunciou que a reestruturação e reorganização interna do Ministério Público são algumas prioridades e prometeu também a melhoria da produtividade no combate à criminalidade organizada e violenta.
Segundo Óscar Tavares, a pequena e média criminalidade também vão estar no centro das atenções por ser a que mais afecta o quotidiano das pessoas e transmite a ideia de insegurança.
«Pretendemos instalar um serviço de inspecção no Ministério Público, estabelecer concursos internos com vista à promoção e ao desenvolvimento na carreira em que o critério prevalecente vai ser o do mérito», assegurou o novo PGR, que pretende ainda reorganizar a área do contencioso administrativo e do Estado rumo a melhores índices de eficiência e eficácia da justiça.
Em relação ao combate ao narcotráfico, Óscar Tavares reafirmou a sua determinação e vontade em dar seguimento à luta que empreendeu, há anos, quando foi Director Central da Polícia Judiciária.
«O que os cidadãos podem esperar é um PGR determinado, com sentido de responsabilidade e que vai procurar pôr os interesses da justiça acima de todos os demais», garantiu, afirmando que todos os que, com os seus comportamentos, violarem normas e cometerem crimes serão necessariamente alvo de processos do Ministério Público.
Segundo Óscar Tavares, a pequena e média criminalidade também vão estar no centro das atenções por ser a que mais afecta o quotidiano das pessoas e transmite a ideia de insegurança.
«Pretendemos instalar um serviço de inspecção no Ministério Público, estabelecer concursos internos com vista à promoção e ao desenvolvimento na carreira em que o critério prevalecente vai ser o do mérito», assegurou o novo PGR, que pretende ainda reorganizar a área do contencioso administrativo e do Estado rumo a melhores índices de eficiência e eficácia da justiça.
Em relação ao combate ao narcotráfico, Óscar Tavares reafirmou a sua determinação e vontade em dar seguimento à luta que empreendeu, há anos, quando foi Director Central da Polícia Judiciária.
«O que os cidadãos podem esperar é um PGR determinado, com sentido de responsabilidade e que vai procurar pôr os interesses da justiça acima de todos os demais», garantiu, afirmando que todos os que, com os seus comportamentos, violarem normas e cometerem crimes serão necessariamente alvo de processos do Ministério Público.
Nessa caminhada, o PGR ora empossado espera contar com a colaboração das Polícias Judiciária e Nacional e de outros órgãos com funções no sector da Justiça para, juntos, fazerem frente a esse fenómeno.
Ciente de que a morosidade constitui um dos grandes males da justiça cabo-verdiana, o novo PGR assegurou que medidas deverão ser tomadas para reorganizar os serviços, potencializar a especialização e aumentar os níveis de resposta do sistema, que também precisa de mais procuradores e mais meios humanos e materiais.
O Presidente da República pediu ao novo PGR que dê particular atenção ao combate à criminalidade, especialmente à violenta e à organizada, bem como à pequena e média criminalidade, à tolerância zero e à corrupção.
Jorge Carlos Fonseca disse esperar que os resultados do trabalho de Óscar Tavares venham a ter um impacto muito forte junto dos cidadãos e das empresas, porquanto irá certamente influenciar decisivamente vários aspectos da vida quotidiana dos cabo-verdianos, podendo contribuir para se ter mais confiança no futuro, maior credibilidade das instituições e reforçar a vida em democracia.
Óscar Tavares, na óptica de Jorge Carlos Fonseca, tem a tarefa acrescida de motivar os homens e mulheres a fazerem com que a justiça seja realizada em tempo e para proteger os direitos dos cidadãos.
Ao novo PGR, o Chefe de Estado pediu coragem para, muitas vezes, remar contra a corrente e coragem de poder desagradar e causar incómodos, mas sempre cumprindo a lei no que terá o apoio de toda a sociedade, bem como a confiança e o apoio do Presidente da República.
Guiné-Bissau: CNE declara JOMAV Presidente da República
Guiné-Bissau: CNE declara JOMAV Presidente da República
| 2014-05-23 17:12:22 |
Bissau – A Comissão Nacional de Eleições (CNE) declarou esta sexta-feira, 23 de Maio, o candidato do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), José Mário Vaz (JOMAV), o novo Presidente da República da Guiné-Bissau, durante os próximos cinco anos.
«Não tendo havido recurso aos resultados apresentados no passado dia 20 de Maio, a CNE declara eleito para o cargo de Presidente da República o candidato José Mário Vaz», disse à PNN Augusto Mendes, Presidente do organismo.
Esta declaração enquadra-se no âmbito de divulgação de resultados finais da segunda volta das eleições realizada a 18 de Maio entre JOMAV e o candidato independente apoiado pelo Partido da Renovação Social (PRS).
Nestas eleições, José Mário Vaz foi escolhido por um número total de eleitores correspondente a 364394 votos válidos, o que corresponde a 61,9%.
Segundo os resultados apresentados esta sexta-feira, o candidato Nuno Nabiam mantém o número de votos anunciados nos dias anteriores, ou seja, 224089, que correspondem a 38,1 %.
As eleições tiveram uma taxa de participação estimada em 78%, sendo que a taxa de abstenção corresponde a 22%.
Esta declaração enquadra-se no âmbito de divulgação de resultados finais da segunda volta das eleições realizada a 18 de Maio entre JOMAV e o candidato independente apoiado pelo Partido da Renovação Social (PRS).
Nestas eleições, José Mário Vaz foi escolhido por um número total de eleitores correspondente a 364394 votos válidos, o que corresponde a 61,9%.
Segundo os resultados apresentados esta sexta-feira, o candidato Nuno Nabiam mantém o número de votos anunciados nos dias anteriores, ou seja, 224089, que correspondem a 38,1 %.
As eleições tiveram uma taxa de participação estimada em 78%, sendo que a taxa de abstenção corresponde a 22%.
sexta-feira, 23 de maio de 2014
A SUÉCIA INVESTE EM MOÇAMBIQUE...
A PRESIDENTE da Assembleia da República, Verónica Macamo, disse quarta-feira, em Maputo, que a visita da delegação Parlamentar sueca, encabeçada pelo seu terceiro vice-presidente, Jan Ertsborn, mostra que os laços de amizade e de cooperação existentes entre Moçambique e aquele Reino europeu atravessam uma fase excelente.
Falando durante um encontro de cortesia que concedeu à delegação visitante, a Verónica Macamo afirmou que a consolidação da democracia em Moçambique está num bom caminho e que o maior desafio que o país enfrenta actualmente é o combate à pobreza que ainda castiga a maioria da população.
“O que nos consola, a todos nós, é que todas as forças vivas da sociedade são unânimes em afirmar que a pobreza é o inimigo numero um dos moçambicanos e o combate contra este mal é a prioridade para os dias que correm”, vincou a Presidente da AR.
Relativamente ao relacionamento parlamentar entre os dois países, Verónica Macamo recordou, aos presentes no encontro, a visita oficial por ela efectuada em Junho do ano passado àquele país escandinavo, e classificou de promissores os contactos que têm vindo a acontecer entre as partes, com vista a assinatura de um memorando de cooperação entre as duas Casas Magnas.
Por seu turno, Jan Ertsborn, depois de agradecer a hospitalidade concedida à sua delegação, considerou a sua visita a Moçambique como tendo fortalecido as relações de cooperação e de amizade existentes entre as duas nações.
“É importante que tenhamos um contacto directo e mais forte entre os nossos países, em geral, e entre os nossos parlamentos, em particular, como complemento do relacionamento que tem existido nas várias áreas ministeriais”, enfatizou Jan Ertsborn.
O terceiro vice-presidente do parlamento sueco revelou que a Suécia vai continuar a apoiar Moçambique nos seus projectos de desenvolvimento político e socioeconómico porque, segundo ele, a sua delegação ficou com boa impressão nos encontros que manteve com os vários segmentos da sociedade, entre governamentais e não-governamentais.
Jan Ertsborn fez saber que o seu país acompanha atentamente todo o processo eleitoral em Moçambique, que culminará com a votação para as eleições presidenciais, legislativas e provinciais no dia 15 de Outubro próximo.
Jan Ertsborn fez saber que o seu país acompanha atentamente todo o processo eleitoral em Moçambique, que culminará com a votação para as eleições presidenciais, legislativas e provinciais no dia 15 de Outubro próximo.
Na terça e quinta-feira, a delegação parlamentar sueca foi recebida, em separado, pelas comissões especializadas da Assembleia da República, nomeadamente, a das Relações Internacionais, Assuntos Sociais e Ambientais, dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade, bem como pelas chefias das bancadas parlamentares da
Frelimo, Renamo e do MDM
Frelimo, Renamo e do MDM
quarta-feira, 21 de maio de 2014
EM ANGOLA AS FORÇAS ARMADAS DEFENDEM A LEI... EM PORTUGAL DESAFIAM A LEI...
Ao discursar na tomada de posse de seis novos Procuradores Militares, dos três ramos das Forças Armadas Angolanas e da Polícia Nacional, o general de exército Geraldo Sachipengo Nunda disse que uma das grandes preocupações nas FAA, Polícia Nacional e nos órgãos de segurança militar é conhecer bem a Constituição, porque encerra todos os deveres e direitos.
“Se cada um de nós conhecer a Constituição, seremos melhores soldados, polícias, trabalhadores do Estado para o bem do povo, sempre sob a condição suprema do Comandante em Chefe das FAA”, declarou o general. O comandante-geral da Polícia Nacional, comissário geral Ambrósio de Lemos, realçou o facto da corporação agora ter um Procurador Militar para velar pelas questões dos crimes cometidos pelos agentes. Quanto ao índice de criminalidade em Angola, informou que a Polícia Nacional continua a trabalhar para garantir a tranquilidade dos cidadãos.
Foram empossados os Procuradores Militares Pedro Simão Luís, do Exército, contra-almirante Miguel Neto, da Marinha de Guerra Angolana, contra-almirante Filomeno Octávio da Conceição, Procurador Militar Adjunto da Polícia Nacional, coronel José Manuel Cândido, Procurador Militar Adjunto do Exército, Ivo Manuel Mendes Jardim, Procurador Militar Adjunto da Força Aérea Nacional. Estiveram presentes na cerimónia membros da Procuradoria-Geral da República, das Forças Armadas Angolanas, generais, outros oficiais e convidados.
SOLIDARIEDADE NA CPLP...
O acordo, assinado no final da reunião das Instituições Públicas de Assistência Jurídica dos Países de Língua Portuguesa, prevê o acesso à Justiça através das instituições de assistência jurídica e a garantia do exercício efectivo dos direitos fundamentais, em particular os direitos humanos.
O documento refere a necessidade de se materializar uma maior cooperação e assistência técnica mútua entre as instituições de assistência dos Estados da CPLP.
O acordo defende o crescimento das exigências técnicas e profissionais para o adequado desempenho da defesa pública e a extensão da aplicação dos meios alternativos de resolução de litígios.
O ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Rui Mangueira, afirmou que o acordo assinado vai garantir uma comunicação adequada entre os Estados membros. Rui Mangueira espera que cada país membro da CPLP, através de procedimentos administrativos, faça com que o acordo entre em vigor em breve.
O encontro, sublinhou o ministro Rui Mangueira, permitiu a troca de experiências em matérias de acesso à Justiça, como garantia para o exercício dos direitos humanos. “O cidadão que não tem dinheiro tem que ter acesso à Justiça”, defendeu Rui Mangueira, que anunciou a criação da figura do Defensor Público, que vai funcionar como um advogado do Estado.
Os participantes recomendaram a criação e aplicação de um quadro jurídico que viabilize o funcionamento das instituições de assistência jurídica dos países da CPLP, uma maior divulgação dos serviços de defesa pública e dos meios alternativos de resolução de conflitos, em especial aos cidadãos com insuficiência de meios económicos e nos casos de patrocínio judiciário.
No encontro, que decorreu durante dois dias, os participantes defenderam o desenvolvimento de uma abordagem integrada de assistência jurídica entre defensores públicos, advogados e os demais mecanismos de apoio jurídico e judiciário, para a protecção dos cidadãos mais carenciados.
A reunião das Instituições Públicas de Assistência Jurídica dos Países de Língua Portuguesa decorreu sob o lema “o acesso à justiça como garantia para o exercício dos direitos humanos”. Os participantes recomendaram a criação de mecanismos de inspecção de defesa pública, de acordo com o ordenamento jurídico de cada Estado.
Na abertura da reunião, o ministro de Estado e chefe da Casa Civil da Presidência da República propôs aos países membros a definição de estratégias para o aprofundamento da cooperação e intercâmbio entre as instituições e entidades vocacionadas para a prestação de assistência jurídica nos países da comunidade. O ministro lembrou que o Executivo está a trabalhar no processo de reformas em todos os sectores de actividade, tendo destacado o Programa de Reforma da Justiça e do Direito em curso no país.
Cabo Verde assumiu, desde ontem, a Reunião das Instituições Públicas de Assistência Jurídica dos Países de Língua Portuguesa.
terça-feira, 20 de maio de 2014
EXIGÊNCIAS INCOMPORTÁVES DA RENAMO...
CHEFE-substituto da delegação do Governo no diálogo com a Renamo, Gabriel Muthisse, disse ontem em Maputo que as exigências que o partido liderado por Afonso Dhlakama faz ao Estado são incomportáveis e diluem a sua própria existência.
Falando a jornalistas no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, no final de mais uma ronda de diálogo, o Ministro dos Transportes e Comunicações, Gabriel Muthisse, afirmou que a Renamo evoluiu da situação, já acordada, da presença de observadores militares estrangeiros para assessores às Forças Armadas de Defesa de Moçambique.
“Nós não estamos a chamar assessores, estamos a aceitar a vinda de observadores militares. Assessoria negoceia-se a outros níveis e de acordo com os termos de referência específicos. Esses indivíduos que nós aceitamos que viessem são meros observadores, não são consultores do Estado para efeitos de aperfeiçoamento das nossas Forças de Defesa e Segurança”, esclareceu.
Muthisse disse que a Renamo continua também a insistir, sem fundamentar, na reorganização das Forças de Defesa e Segurança. Sobre esta questão o chefe-substituto da delegação governamental afirmou que reorganizar as Forças de Defesa e Segurança significa mexer a sua orgânica.
O Governo está, sim, na disponibilidade de integrar os homens armados da Renamo nas Forças Armadas de Defesa de Moçambique e na Polícia da República de Moçambique, respeitando as posições que comprovadamente ocupam dentro daquele partido.
A Renamo insiste ainda naquilo que chama inclusão e equilíbrio das Forças de Defesa e Segurança. Segundo Gabriel Muthisse, o Governo é favorável a estes princípios, mas tanto as FADM como a PRM devem incluir todos os moçambicanos.
“O nosso conceito de inclusão e equilíbrio parece que não é o mesmo que o da Renamo. O nosso conceito de inclusão é inclusão da moçambicanidade. Isso é válido para a Polícia e para o Exército. O seu (Renamo) conceito de inclusão é uma inclusão com base partidária, ou seja, fazer nas Forças de Defesa e Segurança aquilo que fizemos na Comissão Nacional de Eleições. Estamos a dizer que o nosso Exército e a nossa Polícia não podem estar organizados de acordo com partidos políticos”, declarou, indicando que a formação política se recusa a elaborar o seu conceito de inclusão e de equilíbrio.
Gabriel Muthisse disse que a Renamo também insiste em querer comparar as Forças Armadas de Defesa de Moçambique com os seus homens armados, exigindo que elas se retirem das zonas onde se encontram estacionadas. Sobre este ponto clarificou que a cessação das hostilidades não significa que as Forças Armadas devem ser retiradas dos locais onde se encontram a cumprir a sua missão soberana.
A última questão colocada pela Renamo ontem na mesa do diálogo é atinente à entidade credível para a qual pretende fazer a entrega das armas em seu poder. Gabriel Muthisse disse que o Governo acha que as Forças de Defesa de Moçambique e o Estado moçambicano no geral são entidades credíveis.
“Esses são os factores que fazem com que o diálogo não progrida. A Renamo está a fazer exigências completamente incomportáveis e irresponsáveis”, disse.
Por seu turno, Saimone Macuiane, chefe da delegação da Renamo, disse que o seu partido já apresentou à mesa do diálogo os fundamentos sobre a retirada das forças militares nas zonas de conflito, no final das hostilidades, como forma de garantir a paz às pessoas.
Disse que a Renamo não pretende incorporar novos homens nas Forças Armadas de Defesa de Moçambique, mas sim defende a valorização dos que nelas já se encontram e que foram marginalizados.
segunda-feira, 19 de maio de 2014
domingo, 18 de maio de 2014
O ETERNO PROBLEMA AFRICANO...
A VIDA parou literalmente, na quinta-feira, em Morutane, no distrito de Mocuba, na Zambézia, transformando a aldeia antes próspera e alegre numa verdadeira utopia, em resultado de confrontos militares entre as Forças de Defesa e Segurança (DFS) e os homens armados da Renamo que se registaram no local.
A nossa Reportagem que esteve ontem em Morutane, posto administrativo de Mugeba, 75 quilómetros de Mocuba, observou casas incendiadas, outras abandonadas com os celeiros a abarrotarem de cereais, animais dispersos e negócios suspensos, com a população em fuga, exigindo garantias de paz e segurança para poder regressar às suas residências.
As escolas estão encerradas, os professores e os alunos estão em parte incerta à procura de segurança, situação que poderá comprometer o cumprimento do calendário escolar.
Testemunhas ouvidas pela nossa Reportagem em Morutane afirmaram que o ataque foi aberto por homens armados da Renamo, quando “do nada” começaram a disparar contra as FDS, numa altura em que estas se encontravam a vasculhar a casa de um régulo que supostamente teria fornecido alojamento na sua residência, aos elementos da Renamo.
Momede Mário, 20 anos de idade, vendedor de carvão na zona contou à nossa Reportagem que no último domingo por volta das 08 horas uma viatura dupla cabine que não conseguiu identificar a matrícula, transportou dois homens para a casa do régulo Santos Campira. No dia seguinte, de acordo ainda com o jovem Momede Mário, chegou um camião transportando outros homens que também desceram no mesmo local, levando consigo sacos cheios do que aparentava ser ferro velho.
O nosso entrevistado afirmou que estranhamente os homens não utilizaram o caminho principal para se chegar à casa do régulo, usando, pelo contrário, a mata, transportando volumes enormes de material desconhecido.
Perante este ambiente de desconfiança, os residentes locais informaram às autoridades sobre a movimentação destas pessoas estranhas.
Laura Carlos, vendedora de carvão, corroborou a informação de Momade Mário, confirmando a estranha movimentação de homens armados suspeitos da Renamo.
Explicou que os sacos que presumem que tivessem material bélico foram descarregados numa ponte, a escassos metros do local por onde começaram os tiros.
“Nós comunicámos a presença dessas pessoas às autoridades porque ficámos apavoradas. Por causa do medo da ameaça da guerra, muitas pessoas dormiram no mato na terça e quarta-feira, temendo assaltos às suas casas ou ataques, que entretanto, vieram a acontecer na quinta-feira”, disse Laura Carlos, visivelmente triste, para depois afirmar que não pôde fugir nem para Ile, nem para Mocuba ou Mugeba-Sede porque está a proteger a sua mãe octogenária.
Fontes militares disseram à nossa Reportagem que, quando as FDS tomaram conhecimento da movimentação de homens armados na região, envi.aram uma força para investigar o régulo. Uma vez na casa deste, as FDS encontraram uma bandeira da Renamo e duas armas do tipo AKM.
Segundo os nossos entrevistados, para averiguar as circunstâncias da posse das armas, as Forças de Defesa e Segurança convidaram dois homens para os acompanharem ao Comando Distrital de Mocuba,designadamente Santos Campira e Sofrimento Manteiga.
Foi quando se preparavam para se retirar da casa, que os homens da Renamo abriram fogo contra as Forças de Defesa e Segurança e civis. O tiroteio que se seguiu, segundo os nossos entrevistados, demorou cerca de quatro horas, ou seja das seis às nove horas de quinta-feira.
Perante este cenário a população começou a sair em debandada à procura de locais de segurança.
CRISTÃOS CELEBRAM 97 ANOS DAS APARIÇÕES...
Cristãos celebram 97 anos das aparições
POUCO mais de dez mil cristãos juntam-se hoje na Vila Municipal de Namaacha, a 75 quilómetros da cidade de Maputo, para celebrar os 97 anos das aparições da Nossa Senhora de Fátima, sob o lema “Com Maria Cultivemos os Valores da Família”.
Parte desses fiéis chegaram à Namaacha a pé, numa peregrinação que iniciou na quinta-feira a partir do Quilómetro 15, na Matola Rio, envolvendo milhares de cristãos das 42 paróquias da Arquidiocese de Maputo e não só.
Até ao final da tarde de ontem estavam a acertar os últimos detalhes para as celebrações dos 97 anos das aparições da Nossa Senhora de Fátima que coincidem com a passagem dos 70 anos da inauguração do Santuário da Namaacha, naquela vila municipal.
O Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Maputo, Dom João Carlos, disse que até o final da tarde de ontem não tinha sido registado nenhum incidente com os peregrinos senão casos de cansaço, prontamente assistidos pelas equipas de socorro.
“Tivemos casos de cansaço e inchaços dos pés em peregrinos, que foram atendidos pelas equipas da Cruz Vermelha de Moçambique, dos médicos que se disponibilizaram a apoiar a igreja e pessoas voluntárias”, disse Dom João Carlos.
Ao longo dos cerca de 76 quilómetros que vão desde a capital do país até ao Santuário da Namaacha foram instalados postos de assistência aos peregrinos, para massagens rápidas, distribuição de pomadas para prevenir inchaços e água para o consumo.
Estes postos foram instalados em Boane, Mafuiane, no cruzamento para Goba, na comunidade de Impaputo, em Mandevo e no posto policial à entrada da Vila Municipal da Namaacha, onde se localiza o santuário.
O sacerdote explicou que os grupos de voluntários para prestar esse tipo de assistência estão nestes locais desde quinta-feira e trabalham em parceria com a Cruz Vermelha (CVM), a Polícia da República de Moçambique (PRM), entre outras entidades que habitualmente apoiam esta celebração.
Dom João Carlos disse que as cerimónias iniciam hoje e numa primeira fase estará disponível um grupo de padres que chega mais cedo ao Santuário para atender aos fiéis, que queiram apresentar alguma preocupação.
“As celebrações vão obedecer o habitual ritual e no sábado estarão sob à direcção do Bispo Auxiliar, Dom João Carlos, e no domingo serão presididas pelo Arcebispo da Arquidiocese de Maputo, Dom Francisco Chimoio”.
Uma novidade, nas presentes celebrações, é que as viaturas dos crentes e demais convidados não serão estacionadas no santuário mas num parque improvisado por forma a permitir que haja mais espaço para acolher os peregrinos.
INTIMIDAÇÃO E AGRESSÕES CONTRA DIRIGENTES DO PAIGG...
Guiné-Bissau/eleições: PAIGC denuncia intimidação e agressões contra dirigentes do partido
18 de Maio de 2014, 14:04
O dirigente falava em crioulo após votar no bairro da Santa Luzia para a segunda volta das eleições presidenciais.
A denúncia junta-se a outras queixas de intimidação em dia de votação divulgadas por José Mário Vaz, candidato a presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).
Segundo Domingos Simões Pereira foi convocada com caráter de urgência uma reunião para analisar a situação e tornar pública a posição do PAIGC face aos incidentes que, afirmou, não poderão pôr em causa a democracia.
Fontes contatadas pela Lusa em Bafatá, 150 quilómetros a leste de Bissau, disseram que os agressores se faziam transportar em viaturas sem matrículas e estavam munidos de armas automáticas do exército guineense.
Segundo as mesmas fontes, parte das pessoas agredidas tiveram que receber tratamento hospitalar.
O candidato apoiado pelo PAIGC para a presidência da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, denunciou também hoje outros alegados atos de intimidação.
O candidato falava depois de votar pelas 10:20 (11:20 em Lisboa) numa das mesas instaladas no Jardim Teresa Badinca, em Bissau.
Rodeado de fortes medidas de segurança com elementos da polícia guineense e da Ecomib (contingente militar da Africa Ocidental), Mário Vaz disse estar na posse de informações de alegados atos de intimidação um pouco por todo país.
Instado a esclarecer quem são os autores, José Mário Vaz respondeu que não lhe interessa saber de quem se trata, mas apenas apelar à serenidade dos eleitores que devem ir votar.
"A situação é extremamente grave", referiu, apontando como exemplo uma tentativa de assalto em Bissau à casa do seu diretor nacional da campanha, Baciro Djá, um dos vice-presidentes do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).
José Mário Vaz enalteceu a pronta intervenção das forças de segurança para evitar o pior.
Para José Mário Vaz, tudo o que se pretende neste momento é "instalar a paz definitiva" na Guiné-Bissau, situação que "alguns insistem em não querer", afirmou.
O candidato pediu ainda aos guineenses para não se deixarem intimidar.
Cerca de 800 mil guineenses vão decidir hoje quem deve ser presidente entre José Mário Vaz, candidato mais votado na primeira volta, e Nuno Nabian, com apoio do Partido da Renovação Social (PRS), principal partido da oposição.
São as primeiras eleições depois do golpe de Estado de abril de 2012, a par das legislativas de 13 de abril que deram a vitória com maioria absoluta ao Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).
ATAQUES DA RENAMO MINAM DESENVOLVIMENTO TURÍSTICO...
Por Elias Samo Gudo, da AIM, em Mocuba
Mocuba (Moçambique), 18 Mai (AIM) O ministro de turismo, Carvalho Muária, convida o líder da Renamo a cessar todas as acções armadas em Moçambique, porque inviabilizam o desenvolvimento deste sector de actividade e do próprio país.
O turismo é, por conseguinte, uma indústria de paz, de coesão, de inclusão social e de unidade nacional e desenvolvimento. Queria aproveitar esta oportunidade para apelar à Renamo e ao seu líder, o senhor Afonso Dhlakama para pararem com as acções de desestabilização, os ataques a civis indefesos, pois, essas acções, minam o desenvolvimento do turismo e do país em geral, disse o ministro.
Queremos, pois, que o destino Moçambique continue a ser uma referência na região caracterizado pela prática de um turismo sustentado, e respeito pelas leis instituídas, livre de corrupção de actos de racismo e de todas as formas de discriminação, acrescentou o governante, que falava na noite de sexta-feira, durante a sessão de encerramento do XI Conselho Coordenador da instituição que dirige, um evento de três dias, que teve lugar na vila municipal de Mocuba, província central da Zambézia.
Aliás, foi precisamente no dia do início do Conselho Coordenador que um grupo de homens armados da Renamo voltou a atacar uma unidade das Forças de Defesa e Segurança (FDS), a cerca de 30 quilómetros da vila sede de Mocuba, provocando dois mortos e igual número de feridos. Os mortos e feridos são membros das FDS.
A indignação do ministro também poderá ser resultado da queda acentuada, quase 10 por cento, do número de turistas internacionais registado no ano passado que, em grande medida poderá ser atribuída a tensão político-militar que afecta a região centro de Moçambique, devido aos ataques perpetrados pela Renamo contra alvos civis e militares.
Depois do fim da guerra dos 16 anos, o número de turistas em Moçambique atingiu o seu pico em 2012 quando foram registadas 2.205.853 chegadas internacionais, dos quais 971.868, ou seja 44,1 por cento cidadãos da vizinha África do Sul.
Contudo, em 2013 este número registou uma queda significativa para se situar em 1.969.716 turistas internacionais, dos quais 872.017 sul-africanos, uma cifra que representa 44,3 por cento do volume global.
Estes números revelam uma redução de 99.852 turistas sul-africanos (que representam um peso considerável no sector do turismo em Moçambique) entre os anos de 2012 e 2013, uma variação negativa de quase 10 por cento.
O número global de turistas internacionais sofreu uma queda de 236.137, ou seja também uma variação negativa de quase 10 por cento.
Apesar desta queda, a chegada do número de turistas internacionais continua muito acima das projecções do Ministério do Turismo, que ambiciona chegar a 4,2 milhões de chegadas internacionais até ao ano de 2025.
Refira-se que para além da sua contribuição em receitas para a economia nacional, o turismo também desempenha um papel importante, empregando actualmente em todo o país mais de 45 mil trabalhadores, dos quais 45 por cento são do sexo feminino.
A importância do turismo na geração de emprego é bem patente na Africa do Sul, onde, segundo vários economistas, a chegada de um número adicional de nove turistas cria um posto de trabalho directo e dois indirectos.
Por isso, Muária fez questão de frisar no seu discurso que o turismo pelo potencial que possui de criar vários postos de trabalho directo constitui um instrumento fundamental para a erradicação da pobreza, promoção da inclusão social e do desenvolvimento do país.
A CORRUPÇÃO DA JUSTIÇA PORTUGUESA...
AQUI ESTÁ UMA TÉCNICA DOS "JUÍZES PORTUGUESES", PARA QUE OS PROCESSOS DOS SEUS PATRÕES PRESCREVAM...UMA VELHA TÉCNICA JÁ BEM CONHECIDA DO CIDADÃO. PARA QUANDO ASSENTAR O CU, NO BANCO DOS RÉUS, DESTA "SEITA" QUE PROTEGE ESTE SISTEMA CORRUPTO E CLEPTOMANÍACO ???
"Pedido de juiz suspende multa e castigo aplicados a Jardim Gonçalves pelo caso BCP
Vai ser repetida toda a prova produzida no Tribunal, em 2011, relativamente ao caso BCP. A decisão foi tomada pelo juiz António da Hora, responsável pelo julgamento do recurso apresentado pelos antigos gestores do BCP, condenados no processo do Banco de Portugal. Será, então, repetida a audiência do empresário Joe Berardo, testemunha-chave no processo, mas o depoimento não tem ainda data marcada. A prova proferida oralmente pelas testemunhas, há cerca de três anos, não ficou gravada. O juiz admite que não consegue recordar-se com exatidão de todos os depoimentos, e determinou a repetição da produção de prova. A decisão aumenta o risco de prescrição dos factos. Para além de que significa também que Jardim Gonçalves não terá de pagar um milhão de euros em coimas exigidos pelo Banco de Portugal. E deixa ainda de ficar sujeito à inibição de nove anos de exercer actividade na banca. "
Subscrever:
Mensagens (Atom)











